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| Nossa história

As primeiras incursões pelas terras hoje componentes do Município de Itanhém, deram-se na faixa fronteiriça com Minas Gerais, entre 1918 e 1924. Iniciou-se pela ocupação das margens do ribeirão das Umburanas, córrego da Umburaninha, Manoel Antônio, João Resende, Água Preta e Rio Itanhém.

Atraídos pelas formidáveis qualidades das terras, os mineiros vinham seguindo as margens do rio Itanhém, desde suas nascentes em seu Estado natal, regiões onde já fixavam povoações-bases, como Águas Formosas, Machacalis e outras. A terra muito boa, com rica flora e fauna, onde existiam muitos produtos vegetais de colheita fácil por meio da apanha, faziam com que levas e mais levas de aventureiros e exploradores se adentrassem sempre mais pelas áreas nunca dantes pisadas, senão pelo selvagem, do qual ainda há, em nossos dias, significativa representação: a tribo Machacalis, em reserva a eles destinada pela FUNAI, na região vizinha, já no Estado de Minas Gerais.

Itanhém surgiu pela necessidade premente de uma aglomeração, onde os colonos pudessem encontrar para aquisição os gêneros de primeira necessidade que não produziam nas terras, e também encontrar meios de escoamento do que produziam. Foi com essa visão que um dos colonos, SIMPLICIO BINAS, mineiro, desbravador, no ano de 1924, com uma caravana de 40 pessoas, entre filhos e amigos, vindos da Umburana, acamparam nas margens do córrego de Água Preta, na propriedade do Sr. João Roxo que era muito amigo e velho conhecido do Sr. Simplício, pois anteriormente moravam na mesma região. Para chegar neste lugar eles tiveram que abrir estrada de facão e machado. Devido a grande amizade que tinha por Simplício Binas, o Sr. João Roxo doou-lhe parte destas terras.

Como o Sr. Simplício tinha trazido 31 cabeças de gado, 26 de porcos e algumas galinhas começou a fazer roças para criar os animais. Depois das roças, começou a fazer casas onde chegaram a fazer 30 casas de taipa na atual rua Medeiros Neto. Depois começaram a chegar os exploradores da poaia (cephaelis ipecacuanha) – planta medicinal tendo sua raiz usada no combate a tosse, bronquite, coqueluche e disenteria amébica – e os exploradores das peles de animais silvestres (onças, jacarés, antas, veados, macacos, etc.) e mais pessoas iam chegando. Essas casas construídas foram doadas pelo Sr. Simplício Binas a todos que aqui chegavam, fazendo doação também da área para implementação e crescimento deste lugar. A partir daí o lugarejo foi desenvolvendo até chegar a denominação de povoado de Água Preta.

Outro fator que trouxe muito aventureiro foi o aparecimento de riquezas minerais. Constatou-se a existência de rica jazida de pedras preciosas, tais como, pedra azul (águas marinhas), berilo, principalmente, na região hoje compreendida pelo distrito de Ibirajá e Salomão.
Os primeiros exploradores e comerciantes que aqui chegaram foram o Sr. Sady Teixeira, Joaquim Ferreira, João Resende, Antônio Grosso e Antônio Couve. Posteriormente vieram os grupos de famílias: os Afonso, os Pedra, os Calixto, os Canelas, os Resende, os Quaresma e outros, provenientes dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e de outras regiões da Bahia.

O acesso comercial era feito para Nanuque, em Minas Gerais, onde existia a ferrovia Bahia-Minas, com regular escoamento dos produtos da terra. Percorrendo cerca de 120 Km, por meio de tropas de burro, os produtos agrícolas eram assim deslocados, o gado bovino e o suíno, também seguiam a mesma rota.

A cerca de 180 Km distante de Alcobaça, a sede Municipal da jurisdição, o único vínculo de ligação era, precariamente o administrativo. O acesso quase inexistente, apesar de pouco desenvolvida a Povoação, por outro lado, tendo a seu favor grande extensão territorial de que se compunha o distrito único do então município de Alcobaça. Os líderes da sede Municipal só viam uma chance viável por via administrativa de se fazer presente o Poder Municipal neste lugarejo, criando-se uma sede distrital. Em 1933, com o topônimo de Nossa Senhora de Itanhém, a antiga aglomeração de Vila de Água Preta assumiu a categoria de Vila, com a Divisão Administrativa do Brasil relativa àquele ano.

Com a elevação à categoria de Sede Distrital passou a receber, de maneira regular, mais atenção dos órgãos públicos. Passou a vir o padre de Alcobaça, mesmo que poucas vezes ao ano. Vieram também policiais, subdelegado de polícia e precaríssima escola. Os estabelecimentos comerciais começam se multiplicar pouco a pouco.

As terras foram ocupadas com a pecuária bovina mais maciçamente e a suína em menor extensão, mas, de muito peso econômico nos primeiros tempos; pequenas criações de caprinos, ovinos e aves, e, eqüinos, muares e asininos apenas para atendimento das necessidades de serviços.
A formação de grandes áreas de pastagens, seguidas principalmente das culturas de feijão, milho, mandioca e arroz, foram a forma mais aplicada na maioria das áreas rurais do Município, com o conseqüente desmatamento incontrolado. Mais tarde, começaram a se introduzir a cultura do café, cacau, banana, e a laranja e outros cítricos apenas para subsistência.

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